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Artigo - COM MARIA, CUSTE O QUE CUSTAR?

Foi um tanto difícil para mim escrever sobre esse assunto, mas o que ocorreu foi que alguém me perguntou se Maria teve outros filhos e se os teve quais eram seus nomes.
Daí veio a idéia e até a responsabilidade de escrever sobre o assunto.
Depois de muitas pesquisas, cheguei ao que vemos a seguir e lamentavelmente não vi outro título para esta mensagem, senão, "COM MARIA, CUSTE O QUE CUSTAR ?".

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Artigo - Quem é a IGREJA???

Igreja não é templo, não é sinagoga, não é mesquita. Não é o santuário onde os fiéis se reúnem para cultuar a Deus. A Igreja é gente, e não lugar. A Igreja é o Corpo de Cristo. É a assembléia de pecadores arrependidos, que creem no Senhor Jesus e assim são perdoados; de incrédulos que se tornam crentes; de pessoas espiritualmente mortas que são espiritualmente ressuscitadas; de apáticos que passam a ter sede do Deus vivo; de soberbos que se fazem humildes; de desgarrados que voltam ao aprisco.

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O que é a Bíblia Sagrada

O livro mais antigo da humanidade

Não só de pão viverá o homem, mas de toda
a palavra que procede da boca de Deu
s (Mt 4.4
)

Da editoria do Jornal dos Amigos

A Bíblia começa no livro de Gênesis narrando a história da humanidade: "No princípio criou Deus os céus e a terra". Segundo a cronologia de Bill Hovey, contada em "A Bíblia Anotada", da Editora Mundo Cristão, a criação de Adão e Eva se deu por volta de 4100 a.C. O dilúvio pode ter sido em 2400 a.C. O período de 430 anos de escravidão dos judeus pelo faraó no Egito aconteceu entre 1850 e 1900 a.C. O período de reinado dos reis de Judá e Israel (Saul, Davi e Salomão) aconteceu entre 950 e 1050 a.C. Como você pode constatar, a Bíblia tem muita história para contar, além de orientações diretas para sua vida -agora e na eternidade- que podem ser encontradas em Provérbios, Eclesiastes ou nas cartas do apóstolo Paulo.

As Escrituras Sagradas não foram escritas de uma só vez. Levou um bom tempo: mais de mil anos. Começou em torno do ano de 1250 a.C. e terminou cerca 100 anos após o nascimento de Jesus Cristo. A bem da verdade, é muito difícil precisar exatamente quando a Bíblia começou a ser escrita, pois antes disso era narrada e contada nas rodas de conversas e celebrações dos povos. Mas antes mesmo de ser narrada e contada, ela foi vivida por muitas gerações num esforço supremo e fiel de colocar Deus na vida das pessoas e organizar a conduta dos povos de acordo com a justiça divina.

A Biblia escrita nasceu da preocupação de não esquecer o passado. No começo, o povo não fazia distinção entre contar e escrever. O importante era a consciência comunitária, nascida a partir do contato com Deus. Como hoje nas igrejas, nós decoramos letras de cânticos. Assim era o povo antigo que decorava e transmitia as histórias, as leis, as profecias, os salmos, os provérbios e tantas outras narrativas que depois foram escritas. A Bíblia então saiu do povo de Deus, com a preocupação de reter as informações para as gerações seguintes.

Quem escreveu

Foi gente como você e eu consagradas por Deus. Foram homens, mulheres, jovens, velhos, pais, mães de famílias, agricultores, operários de várias profissões, reis, pastores (de ovelhas), pobres, ricos, gente de todas as classes, mas todos convertidos e unidos na mesma preocupação: construir um povo irmão, em que reinassem a fé e a justiça, o amor e a fraternidade, a verdade e a fidelidade e que não houvesse nem opressor nem oprimido.

Todos tiveram a sua colaboração, mas cada um do seu jeito humano. Todos foram professores e alunos, uns dos outros. Mas, como já dissemos, foram humanos, podem ter cometidos pecados graves, como foi o caso do rei Davi, que seduziu e matou, mas depois foi punido e perdoado por Deus (veja em 2 Samuel 11).

Onde foi escrita

A bíblia não foi escrita no mesmo lugar, mas em lugares distintos e países diferentes. A Palestina (onde hoje se dá o conflito entre árabes e israelenses) foi o palco de onde saiu a maior parte das escrituras do Antigo Testamento e do Novo Testamento. Foi também por onde Jesus Cristo caminhou e nasceu a Sua igreja. Mas algumas partes do Antigo Testamento foram escritas na Babilônia, onde povo viveu em cativeiro no século 6 a.C. Outras partes foram escritas no Egito, para onde muita gente emigrou depois do cativeiro. Já o Novo Testamento tem partes que foram escritas na Síria, na Ásia menor, na Grécia e na itália, onde havia muitas comunidades fundadas ou visitadas pelo apóstolo Paulo.

Língua que foi escrita

Os manuscritos em papiros (erva própria das margens alagadiças do rio Nilo, na África, cujas compridas folhas forneciam hastes das quais se obtinha o papiro, material sobre o qual se escrevia) ou pergaminhos (pele de cabra, de ovelha ou de outro animal, macerada em cal, raspada e polida) que deram origem à Bíblia foram escritos, basicamente, em três idiomas. A maior parte do Antigo Testamento foi escrito em hebraico ou grego. O hebraico era a língua falada na Palestina antes do cativeiro. Depois do cativeiro o povo começou a falar aramaico. Mas a Bíblia continuou a ser escrita em hebraico. E uma pequena parte do Antigo Testamento foi escrita também em aramaico.

No tempo de Jesus Cristo o povo da Palestina falava aramaico em casa, usava o hebraico nas leituras bíblicas e o grego no comércio e na política. Quando os apóstolos se deslocaram da Palestina para pregar o Evangelho aos outros povos, eles adotaram uma tradução grega do antigo testamento, feita no Egito no século 3 a.C., pois o judeus imigrantes já não entendiam mais o hebraico nem o aramaico.

Os livros apócrifos

A tadução em grego chama-se Septuaginta ou Setenta. Essa lista de livros bíblicos é mais extensa do que a traduzida do hebraico. Aqui está a diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia Evangélica. A tradução grega dos Setenta, adotada pela Igreja Católica Apostólica Romana, há sete livros a mais no Antigo Testamento -os chamados apócrifos- a saber: Tobias, Judite, Baruc, Eclesiático, Sabedoria, Primeiro Livro de Macabeus, Segundo Livro de Macabeus. Há ainda acréscimos em algumas partes dos livros de Daniel e de Ester.

O que é realmente a Bíblia

A Bíblia Sagrada não é um romance ou uma história que se lê e deixa-se de lado. Na verdade, parece um livro que não tem fim, pois cada vez que procedemos uma leitura descobrimos algo diferente. Isso se dá por causa da capacidade limitada que cada um de nós tem para reter informações. Por isso é um livro de consultas: há sempre o que apreender e reaprender consultando a Bíblia.

O assunto Bíblia não é só uma doutrina sobre Deus. Por intermédio de suas páginas podemos encontrar: histórias (fascinantes os livros de Samuel e Reis), provérbios, profecias, romance (Cantares de Salomão ou Cânticos dos Cânticos - o livro sensual que registra o ramance do rei Salomão com uma sulamita), salmos, lamentações, cartas, sermões, meditações, filosofias, romances, cantos de amor, biografias, genealogias, poesias, parábolas, comparações, tratados, contratos, leis para a organização do povo, leis para o bom funcionamento da liturgia, coisas alegres e coisas tristes, fatos verdadeiros, fatos simbólicos, coisas do passado, coisas do presente, coisas do futuro, enfim uma infinidade de bons assuntos.

Existem trechos na Bíblia que transmitem alegria, esperança, coragem e amor. Outros denunciam erros, pecados, opressão e injustiças. Mas também existem páginas escritas pelo gosto de contar uma bela história para descansar a mente do leitor e provocá-lo um sorriso de esperança.

A Bíblia é semelhante a um álbum de fotografias de família. Quando as fotos são guardadas em uma caixa, os filhos de vez em quando despejam tudo na mesa e querem que os pais contem a história de cada foto. A Bíblia é um album de fotografias da família de Deus. Nas suas reuniões e celebrações o povo de Deus olhava as suas "fotografias" e contava as suas histórias.

Os 66 livros (cada assunto chama-se livro porque foi juntado à coleção) estão divididos em 39 do Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento.

O Antigo Testamento

Os nomes Antigo Testamento e Novo Testamento focalizam as duas grandes alianças feitas por Deus com o Seu povo: a Aliança Mosaica (Ex 24:8; Rs 23:2) e a Nova Aliança (Mt 26:28).

o Antigo Testamento registra o envolvimento de Deus com a nação de Israel, com base na aliança que fizera com os israelitas através de Moisés no monte Sinai. Em outra parte registra a criação do homem, o dilúvio, a chamada da Abraão e a formação da nação israelita através da descendência de Isaque e Jacó.

Após o relato dos fundamentos da Aliança Mosaica, o Antigo Testamento registra a história do relacionamento entre Deus e Israel. Ao longo de todo a narrativa de seus livros há uma linha de profecias com respeito a um Libertador-Salvador que haveria de vir para a instituição de uma nova aliança. O cumprimento dessas professias é a história do Novo Testamento.

No Antigo Testamento os livros não seguem a ordem cronológica em que os eventos registrados aconteceram. Abaixo dispomos a ordem de cronologia provável.

 

Genesis
Êxodo
Números
Josué
Juízes
1 Samuel
2 Samuel
1 Reis
2 Reis

Daniel
Esdras
Neenias


Levítico
Deuteronômio

Rute

Salmos
1 Crônicas, Cantares, Provébios, Eclesiastes
2 Crônicas, Obadias, Joel, Jonas, Amós, Oséias, Miquéias, Isaías,
Naum, Sofonias, Habacuque, Jeremias, Lamentações
Ezequiel
Ester, Ageu, Zacarias
Malaquias


A aproximação da Nova Aliança


Durante o intervalo de quatrocentos anos entre o final da revelação do Antigo Testamento e a vinda de Cristo, vários eventos importantes ocorreram.

  • Os gregos, sob o comando de Alexandre, o Grande, e seus sucessores, dominaram o mundo bíblico por algum tempo.
  • Sob o comando dos macabeus, os judeus se revoltaram contra o domínio político-religioso-cultural dos gregos.
  • O império romano sucedeu ao grego e dominava o mundo bíblico na época do nascimento de Jesus Cristo.
  • A sinagoga e outras instiuições judaicas, como o sinédrio e as seitas dos fariseus e saduceus, surgiram e se devolveram durante esse período.

Os eventos e cisrcusntâncias acima prepararam o cenário para o nascimento e o ministério de Jesus Cristo, bem como a criação e o desenvolvimento inicial de Sua Igreja.

O Novo Testamento

Ou a Nova Aliança (veja Lucas 22.20).

A palavra "aliança" significa ajuste, acordo ou pacto feito entre indivíduos ou grupo de indivíduos. Nesse caso, particularmente, a outra parte podia aceitar ou recusar a aliança, mas não modificá-la. É o caso do Antigo Testamento que registrou o trato de Deus com Israel, baseado na aliança outorgada através de Moisés no Monte Sinai.

Já o Novo Testamento descreve um novo acordo entre Deus e os homens, mediado através de Jesus Cristo, estabelecendo assim a Nova Aliança (veja Ex 24:1-8; Lc 22:14-20; 2 Co 3:6-11).

A Antiga aliança revelava a santidade de Deus no justo padrão da Lei e prometia a vinda do Redentor.

A Nova Aliança revela a santidade de Deus em Seu justo Filho.

O Novo Testamento consiste então dos escritos que revelam o conteúdo desta Nova Aliança. É a mudança da Lei para a Graça concedida por nosso senhor Jesus Cristo.

Dos 27 livros que compõe o Novo Testamento, ou a Nova Aliança, foram escritos por nove autores diferentes. Há controvérsias de quem teria escrito Hebreus. Se for comprovado que foi o apóstolo Paulo, então serão apenas oito. O período em que foram escritos é de apoximadamente 50 anos.

Os livros obdecem a quatro divisões distintas:

  • Os quatro Evangelhos - descrevem a vida e o ministério de Jesus Cristo.
  • O livro de Atos - é a história do início da igreja e da disseminação pelo mundo greco-romano.
  • As 21 cartas (de Romanos a Judas) - o apóstolo Paulo escreveu 13 ou 14 dessas cartas. Elas foram dirigidas a igrejas e também a indivíduos. Ensinam a doutrina cristã tanto do modo formal (Romanos) quanto do modo informal (1 Coríntios e Filemon).
  • O Apocalipse - foi escrito por João. Descreve o triunfo final de Jesus Cristo e Seu povo no futuro.

Os livros da Nova Aliança obedecem a uma cronologia mais precisa. Abaixo todos escritos depois da morte e ressureição de nosso senhor Jesus Cristo.

Tiago
Gálatas
1 e 2 Tessalonicenses
Marcos
1 Coríntios
2 Coríntios
Romanos
Lucas
Colossenses, Efésios,Felipenses, Felemon, Atos
Mateus
1 Timóteo
1 Pedro
Tito
2 Timóteo
2 Pedro
Hebreus
Judas
João
1, 2, 3 João
Apocalipse
45-50
49
51
50-60
56
57
58
60
61
60-70
63
63
65
66
66
64-68
70-80
85-90
90
90-100



"A graça do Senhor Jesus seja com todos."

São essas as últimas palavras que constam no livro do Apocalipse.
Amém! Venha, Senhor Jesus!


Fonte: Jornal dos Amigos, cada vez mais um jornal cidadão

 

Primeira Igreja Batista de Bauru faz 90 anos

Unidade bauruense celebra as nove décadas de atividades com celebração marcada para o próximo domingo, dia 7 de março
Ana Paula Pessoto
Com o tema “Uma Igreja no Coração da Cidade”, a Primeira Igreja Batista de Bauru comemora 90 anos de existência, no próximo domingo, dia 7 de março. A igreja, que nasceu da união de forças de integrantes que vieram dos estados do Rio de Janeiro e Mato Grosso, em 1920, também tem celebrações especiais marcadas para a sexta-feira e sábado.

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Uma pseudo-análise "caiofabiana" como resposta a questão: "Por que o frango atravessou a rua?"

Tenho pedido a Deus que me de a graça, de anunciar e denunciar com graça, portanto, a entrevista abaixo embora seja uma sátira, nas entrelinhas delas encontram-se aquilo que certa vez disse Charles Chaplin: "Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria." E neste espírito charleschapliano" que neste post, abordarei a "questão homossexual e homossexualidade".

Penso que criticar com graça é uma arte, e a arte esta em fazer graça criticando, mas sem menosprezar ou subestimar a inteligência do/a leitor/a. Então neste espírito da graça que alimenta a arte e a arte que emana da graça, vamos à pseudo-entrevista. Nela onde misturo humor com realidade a fim de mostrar como a Igrejas muitas vezes reagem repulsivamente ao homossexual, por não saber separá-lo do homossexualismo. Para tanto teci a questão num enredo onde respeitosamente simulo uma entrevista com o Reverendo Caio Fábio que tenta desvendar o “enigma do frango que atravessou a rua.”


Você se surpreenderá com a eloqüência e elucubrações das respostas deste pensador cristão da atualidade. “Ficará mais surpreso ainda ao saber a resposta ao: ‘‘Enigma do Frango”.

Povo chamado Metodista. - Reverendo Caio Fábio, bom dia! é um prazer entrevistá-lo, podendo ouvir, aprender e refletir junto contigo sobre esta pergunta que não quer calar: por que o frango atravessou a rua?

CAIO FÁBIO: - Zé do Egito, bom dia! O prazer é meu, mas penso que você na realidade veio aqui querendo me perguntar: “Por que a esposa de Potifar tentou te agarrar?” Mas, eu sei que estas questões ainda são muito fortes para você as encarar, então fugindo de seu conflito “esposapotifariana” você vem aqui para me perguntar: “Por que o frango atravessou a rua?”

Enquanto você não expõe a questão latente no seu subconsciente “zeegitano interno", então vamos a sua pergunta aparente: "Por que o frango atravessou a rua?"



Ele atravessou a rua por vontade de ser livre! Pois na verdade ele era frango por fora e franga por dentro!. Este frango estava à procura da morte quando achou a vida, não a vida que ele queria para ele, mas a vida que a igreja dita “evangélica” empurrou no papo dele! Uma vida pior do que a morte!

A história deste frango é a história de muitos nas igrejas evangélicas! Ouço falar deste frango deste que estava em Manaus. É fácil falar que ele atravessou a rua! Mas, será que alguém, já parou para pensar que ele só atravessou a rua, porque onde ele estava não havia aceitação dele por parte da comunidade da qual ele quis se juntar!
 

Muitos emails me são enviados, me perguntando: Caio, porque o Frango atravessou a rua? Eu não tenho respostas para questão tão complexa, mas creio que ele travessou a rua, porque algo lhe estava atravessado na alma! Mas isto se deve a uma força interna, retida nele deste o tempo que ele ainda era um pintainho! A mãe dele, só colocou um ovo. Sim, este frango que atravessou a rua, era ovo único!

Mas, a mãe dele, sonhava, esperava, idealizava uma franguinha. Ela queria uma filha. Ai nasceu o frango, e ela transferiu para ele toda a frustração dela, criou o como se fosse franga! Era ela mãe super-protetora, que o cobria de mimos, embora ele tenha nascido frango, ela se fez cega para este detalhe e passou a tratar-lhe como se franga fosse.

O drama "frangolônico" começou na infância dele, mas atingiu o apogeu na juventude. Na realidade o ato atravessesco de rua realizado pelo Frango, que em homenagem aos gaúchos, aqui vou chamar de Galdério, se explica lacanianamente no pressuposto de que todo delírio do frango foi um fenômeno elementar contínuo e possuidor da mesma causalidade; e o momento fecundo dos empuxos-ao-delírio traduz a reiteração desses fenômenos, interativos que envolvem a mãe do Galdério, sua tia a franga Mafalda, seu tio João Galo e como grande vilã, a Igreja Evangélica, maior responsável pelo “embibamento total” do autor da travessia. Minha resposta ao: Drama do frango, parte do eixo alucinação-interpretação, e explica a significação da significação aplicada às intuições delirante e ululante que propõe pensá-las a partir da metáfora: “Por que o frango atravessou a rua?”

A travessia da rua, nada mais foi do que o reflexo explosivo do desejo há muito contido no coração daquele frangote, que desejava atravessar ao menos o quintal, mas a mãe sempre lhe tolhia a liberdade! Quando sua consciência “galoexistencialista” estava em formação, em meio a dúvida do ser ou não ser? Sem saber se era menino ou menina? Se cantava de madrugada ou cacarejava? Perturbado constantemente pelos franguinhos do quintal que chamavam o de "biba", frango Galdério vivia uma crise existêncial que nem Freud explica melhor!

A existência de Galdério foi urdida tal qual trama de deuses gregos para ferrar os homens, os quai na qualidade e carnal realidade de homens, jamais chegariam a semi-deuses, sem antes se humilhatem diante do panteão de divindades nas quais eles próprios enchergavam a si mesmos.

Nesta trama urdida com teias de rejeição, sedução, preconceito e conflito interior com manifestações no exterior, o frango Galdério foi envolvido por aves do convívio "quintalesco" dele! A começar, por seu tio João Galo, por quem frango Galdério nutria grande admiração, por ser ele a figura paterna mais próxima que possuía. Ele adorava ver o João Galo correndo atrás das galinhas. Ele queria ser igual a ele, mas por mais que tentava, se tornava mais e mais parecido com sua tia franga Mafalda, adquirindo assim trejeitos femininos.


Numa tarde de quarta-feira, pouco antes do sol se por, quando percebeu que sua mãe, a qual nunca o deixava atravessar o quintal não estava por perto, ele saiu em disparada correndo, buscando o outro lado do terreiro, procurando emoções que nunca tinha sentido. Mas, seu jeito de correr era efeminado, pois sua mãe o tornou um frango com características de franga. Então, seu tio João Galo, o rei do galinheiro, ficou apaixonado, quando viu aquela carreira "galesca corceana diferente", saiu correndo atrás dele, e quando o frango exausto chegou ao outro lado do quintal, cansado, arfando, língua de fora do bico, pernas banbas, baixou a guarda, ai o João Galo, com um sorriso malicioso no bico, impiedosamente abusou dele!

A atitude
abusiva de João Galo, fez vir um crepusculo sobre a vida frango Galdério, que jazia ali no chão, violentado no seu íntimo, a vista das galinhas, porcos, vacas, perus, patos, cachorros e demais animalias que habitavam o sítio "Ranca toco". Contudo, frango Galdério, não conseguia odiar João Galo.


O tempo passava, e o jovem frango carregava seu fardo! Agora era constantemente assediado por seu tio João Galo, que vivia a lhe enviar presentes e proteger dos outros franguinhos que constantemente lhe humilhava. A constante proteção e presença de seu tio, o confundia mais ainda, mergulhado num mar de dúvidas começou a pensar em se converter para por fim aqueles sentimentos que a cada dia o dominava mais e mais. O jovem frango queria por fim aquilo, pois ele sabia que tinha nascido frango, embora sua mãe tenha intronizado uma franga dentro dele, pela maneira que o criou, pois moldou nele a filha que queria ter tido.

Naquela manha, o pobre jovem frango, em meio a suas crises, resolveu sair em busca de ajuda. Chegou a uma igreja chamada Comunidade Canta Galo. Mas, ao chegar a porta, o galo porteiro disse a ele: - Sinto muito, mas aqui é só para galos machos, não aceitamos aves como você aqui. O nome da Igreja é Canta Galo, e não Cacareja Galinha!! Alguns franguinhos jovens que estavam ali começaram a rir dele, fazendo troça... Então foi que ele tomou a decisão de atravessar a rua.


A intenção dele, não era atravessar a rua! A intenção dele era cometer um suicídio. Mas, ele não conseguiu, pois ao pisar na malha asfáltica, uns carros com bandeirolas com as cores do Arco íris, e um bando de gente cantando e dançando pararam, todos ficaram abismados ao verem aquele frango com porte de franga, galantemente atravessando a rua, pé por pé! Passo a passo! Diante daquele espetáculo, todos aplaudiram-no. Então o frango descobriu sua "vocação" e reencontrou-se consigo mesmo ou mesma!

Então ali no centro da via, embaixo de aplausos, ovacionados, aos sons de assovios e gritos de poderosaaa! lindaaaaaaaaaaa!!! Ele decidiu que não era mais o mesmo, mas sim a mesma! Assumiu aquilo contra o qual lutava, e sem pena de si mesmo não mais se importando com o que iriam dizer, soltou a franga! Olhando para a outra margem, quem ele vê a esperá-lo? O João Galo, com toda a sua sanha de corruptor de menores!

O frango, ou
franga, olhou naquele rosto galesco, e novamente enchergou o mesmo sorriso daquela tarde de quarta-feira onde tudo começou. Mas, ele continuou a caminhada e ao completar a travessia, chegando ao outro lado, caiu nas asas de seu tio João Galo, então o sol que tinha se posto de forma forçada, agora brilhou efuzivamente de forma deliberada e consciente na vida de frango Galdério!

Ambos se olharam e entraram na Igreja AGALANTO, uma igreja de orientação para aves gays e com as bênçãos do pastor Marcos Galostones, casaram e viveram felizes até o final de semana, pois o dono do sítio onde viviam, resolveu servir-se deles para fazer uma galinhada.

A travessia da rua pelo Frango teve sua razão, assim como a homossexualidade também tem suas razões. E a Igreja por não saber indentificar, acolher, amar e oferecer oportunidade de superação do problema, para aqueles que têm isso como um problema, muitas vezes os empurram para a outra margem de lá, que é tão extremista quanto os da margem de cá.

Nele, em quem há graça e libertação!
 

Pr. Zé do Egito

 
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